segunda-feira, 7 de julho de 2008

[egos'etriku]


Encontrei meio sem querer
aquele pouco de
ego embalado
num prato
Um pão desses
de forma
com face, desfigurado
ali embalado, (olha)
Confesso por inteiro um pingo
mais um pouco de
Um ego métrico
Cá estou esperando
lamurias
Fatias grossas de assunto
Uma de queijo,
duas de presunto
O ego fatiado no prato
(em pedaços)
Misto frio na rodoviária
um banco
Uma língua quente,
Seu corpo, mais que...(ego trepido)
Como creme escorre nas bordas
Um café diferente
Fez passar por mim
O passado
Apenas de passagem
(embora não queira)
O ego feito seu escudo
Rancorosa
Uma diva evaporada
Neste instante final
(pura degustação)Dou-me conta
Que é você a mesquinha
dona da inveja
nua
Comendo meu pão na chapa
Observando-me
Esta dona
torta
em seu avental
preto sem branco

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Por acaso


Poupe-me de todo romantismo
Das palmas
De como pode ser o paraíso
Um jardim
Com olhares iguais e imutáveis
Um inferno

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Antes o inicio

Não achava que fosse encontrar uma brecha neste emaranhado em minha cabeça. Um dia com casa e família amando sentimentos de saudade, fazendo de trapos velhos lar de recordações, deitou-me o cansaço e imaginei minha estória. Não a minha. Antes a dos perdidos em meio às gotas que molhavam o emaranhado. Como numa rodoviária lotada todos começaram a se encontrar e descobrir que direções deviam tomar.